30 de junho de 2009

Entrevista com a MegaDriver - 2ª parte


E aí pessoal! Dando continuidade então à entrevista com a MegaDriver...

Para vocês, tocar música de videogames é algo financeiramente rentável? Vocês pretendem seguir nessa área?
(Nino) Nosso objetivo nunca foi esse, tocar para ficar famoso e ganhar muito dinheiro. Nunca pensamos em algo como "Nossa, vamos tocar a musiquinha do Mario e jogar no Youtube, ou tocar em algum lugar, para ficarmos famosinhos". A ideia é se divertir e realmente pagar tributo a algo que amamos muito: os games. Mas é claro que todos temos sonhos de poder ganhar a vida com o que amamos. Profissionalizar o MegaDriver por completo, é um sonho que todos na banda compartilhamos. Mas por enquanto, nosso projeto é financeiramente sustentado pelas apresentações ao vivo e doações feitas por fãs.
(Rubão) Seria um sonho pra mim. Parar de trabalhar e viver do Mega.

Como era o cenário da VGMusic quando vocês começaram a tocar e como é hoje (principalmente para as bandas)?
(Nino)
No Japão tínhamos algo, como alguns álbuns da S.S.T, Konami e alguns "O.S.S". Mas praticamente não existia um cenário VGMusic. O cenário realmente cresceu com o surgimento das bandas independentes, meu antigo "nino.com.br", a MegaDriver, as americanas Minibosses e Neskimos, depois com websites que dão espaços a diversos músicos como OCRemix e VGMix. Hoje temos até projetos grandes, envolvendo os próprios compositores originais como a Play! e VGL. Até mesmo o Youtube ajudou. Muitos, influenciados por estes projetos, até mesmo sem saber, passaram a gravar e postar vídeos. No Brasil agora estão surgindo diversas bandas e, como disse, acho isso ótimo. Não enxergo "concorrentes", "plagiadores" ou coisas do tipo. Quanto mais bandas tocarem VGMusic, melhor! Mais todos ficamos conhecidos, mais difundimos a VGMusic, maior é o nosso tributo aos games! Então, fica aqui meu incentivo às demais bandas: VAMOS TOCAR VGMUSIC!

Vocês acreditam que, hoje, as pessoas têm mais contato com bandas que tocam VGMusic, eventos, etc, ou ainda é preciso maior divulgação?
(Rubão) As pessoas que gostam de VGM têm um contato bom, sempre é a galera que está na internet. Revirando achando um projeto, procurando um evento onde se reúnam esses fãs de games e coisas do gênero. Porém, ainda é algo um pouco mais restrito àquela galera mais geek do Brasil. Mas isso é algo que não tem como fugir, quem vai gostar disso é essa galera, geek, nerd, otaku das ideias. O grande meio de divulgação é a internet mesmo, pois é a mídia que esse pessoal tem uma interação maior. Não vou dizer que jamais veremos uma banda de VGMusic no Faustão... O que seria legal demais de acontecer.

Vocês pretendem chamar um baterista para a banda? Acham que alguém com experiência em percussão poderia contribuir melhorando a qualidade da produção, humanizando mais as melodias em vez da bateria eletrônica?
(Nino)
O fato de às vezes utilizarmos técnicas eletrônicas, como triggers, pads, etc., é exatamente para facilitar o processo de produção e atingir maior qualidade no processo de gravação da bateria. Esta é uma prática comum em bandas com levadas muito rápidas na bateria. Um bom exemplo disso, bem lembrado pelo Ricardo, é o Tomas Haake, do "Meshuggah", que nem ao menos sentou na bateria para alguns álbuns, como "Catch Thirty-Three" e "Nothing", utilizou o tão popular na Internet "Drumkit From Hell", e nem por isso deixa de entregar música de qualidade, nem tão pouco deixa a desejar nas apresentações ao vivo. Não pensamos em "chamar um baterista para a banda" porque já temos um de excelente qualidade, que nos representa da melhor forma, tanto em estúdio quanto ao vivo.
(Rubão) Jeff faz um trabalho excelente. Toca tudo perfeitamente bem e, na minha opinião, exatamente como nos sons de estúdio. O lance das técnicas eletrônicas, como o Nino falou, é apenas uma questão de facilitar as gravações.

Vocês têm vontade de experimentar alguns gêneros próximos do metal, talvez indo pra músicas mais melódicas, lentas e líricas ou mesmo a inclusão de outros instrumentos?
(Nino)
Nas músicas da MegaDriver, o mais próximo que pensamos é inserir letras em algumas músicas. Mas como coisas do tipo podem fugir do contexto principal, geralmente são deixadas de lado.

O que a banda acha do cenário da VGM no mundo e no Brasil. O que acham das outras bandas e quais conselhos dariam pra quem está seguindo nesse caminho?
(Rubão) VGM is not dead. =D E quanto a quem quer começar sugiro que faça algo que realmente goste e tenha muita perseverança.
(Nino) Como já foi dito antes, acho fantástico o surgimento de outras bandas e afirmo que elas têm meu incentivo. Meu conselho é não saírem do foco principal: Pagar Tributo. O importante é tocar pelo amor aos games, não por "modinha", pela "faminha" e afins. Tocar o que gosta, porque gosta, isso é o importante.

Qual foi a maior dificuldade que a banda já passou?
(Nino)
O que hoje parece extremamente fácil: Encontrar outros músicos que estivessem dispostos a tocar música de games.

Então é isso! Espero que tenham gostado do bate-papo e muito obrigado aos meninos da Mega pela contribuição! Valeu!

Confiram a 1ª parte da entrevista

29 de junho de 2009

MegaDriver faz versão para música de Mario

Depois de diversos pedidos de fãs, a banda MegaDriver resolveu fazer uma versão do tema de Super Mario. Apesar de considerar algo muito convencional, uma vez que existem diversas versões na internet, a banda decidiu ouvir as sugestões e gravou "Overworld" de "Super Mario World".

A intenção da banda foi de fazer algo original, mais heavy metal e diferente de tudo que já havia sido feito. Por isso deem uma conferida lá no site da MegaDriver e ouçam a sua versão para "Overworld".

25 de junho de 2009

Entrevista com a MegaDriver - 1ª parte


Ebaaaaa, depois de algumas tentativas, consegui uma entrevista bem bacana com o pessoal da MegaDriver. Utilizei as perguntas que vocês mandaram e outras minhas e o texto todo ficou bem grande, por isso dividi a entrevista em duas partes. Hoje vocês conferem a primeira delas:

Integrantes:
Rubão:
baixo
Nino: guitarra
Jeff: bateria
Ricardo: guitarra

Fale um pouco sobre a história da banda:
(Nino)
Quando adolescente, costumava jogar videogames ouvindo Metal no aparelho de som ao fundo. Certo dia, jogando Golden Axe, comecei a imaginar como as músicas do jogo ficariam se tocadas com instrumentos de verdade. Em seguida, comecei a tirar as músicas na guitarra e foi assim que surgiu a ideia do novo estilo, o "Game Metal". Desde então tentei impor minha ideia às bandas que participei, porém não era nada fácil encontrar pessoas dispostas a tocar músicas de "Sonic", "Altered Beast", "Street Fighter" e "Golden Axe" ao invés de covers manjados de "Metallica", "Iron Maiden" e "Helloween". Anos depois, incentivado por amigos, desisti da ideia de encontrar outros músicos e passei a fazer gravações caseiras, sozinho, fazendo eu mesmo todos os instrumentos. Fiz as primeiras gravações e coloquei no meu website pessoal na época, nino.com.br. Somente alguns anos depois, que finalmente consegui retomar a ideia inicial de banda. Foi assim que surgiu o MegaDriver.

Algum dos integrantes já tocava em outra banda?
(Rubão) Todos. O Nino tocou em bandas quando era mais novo, sempre tentando "empurrar" a ideia do Game Metal, mas essa galera que tocava com ele preferia tocar cover de bandas famosas.
O Jeff tocou no Chacina por vários anos. Entre outras bandas, em 1995 ele tocou no Submachine Gun, a maioria das bandas eram (algumas ainda são) de Piracicaba-SP.
Ricardo tocou em muitas outras de Pira também.
Eu tentei alguns vários projetos de Black Metal, mas nada que deu muito certo.

O que acham das músicas de videogame e porque escolheram essas para tocar?
(Nino) Sempre joguei videogames, desde quando deixei de engatinhar e tive alguma coordenação motora para pegar em um "joystick". As trilhas de games antigos são fantásticas, são melodias que, apesar de curtas, passam completamente a emoção do estágio atual do jogo. Admiro muito os compositores de músicas de videogames. Yuzo Koshiro e Barry Leitch são alguns deles.
(Rubão) Não sou muito fã das trilhas atuais, pouca coisa me interessa, rola muita technera (nada contra quem gosta). Pega os sons novos do Street 4, você até lembra das melodias ouvindo, mas descaracterizou um pouco.
(Jeff) Eu sempre gostei de videogame e consequentemente das músicas dos jogos. Também gosto de metal. Para mim foi algo natural eu entrar em uma banda que toca Game Metal.

O que as pessoas falam da iniciativa?
(Rubão) Muita gente gosta demais da iniciativa. A galera que não curte metal geralmente mete o pau. A maior parte que gosta de metal elogia. A galera que curte um metal mais "farofa" também fala bosta. Mega geralmente é uma coisa muito extrema, ou nego curte mesmo, ou menospreza. Mas no geral a galera fala bem. Sempre tem um que fala "PQP que ideia Foda!". Na nossa cara mesmo nunca rolou de alguém falar mal. MAAS, o Google tá aí e às vezes eu procuro e flagro uma galera metendo o pau.
(Nino) Como Rubão disse, a aceitação do público é muito boa, já tivemos mais de dez milhões de downloads das nossas músicas em MP3. Do público que já conhece VGMusic, geralmente os que não são tão chegados ao Metal costumam desferir críticas e, muitas vezes, deliramos com elas. Por exemplo, uma vez o autor de uma resenha disse que os pedais duplos e solos muito rápidos estragaram uma música. Quer "crítica" melhor que esta para quem curte Metal? (hahahaha). Mas no geral, a aceitação é excelente ;)

Qual foi o momento mais marcante da banda?
(Rubão) Pagando de Rockstar no VGL. =D
(Nino) Foram dois: VGL e a festa da Tec Toy 2.0

Que projetos a banda tem para o futuro?
(Rubão) Eu quero um baixo tunado. =P
(Nino) Temos dois novos instrumentos projetados para a banda, um baixo e uma guitarra, e um novo DVD em produção. O foco principal atualmente é conquistar mais público fazendo shows e participando de todos os eventos que forem possíveis.

Qual a opinião da banda sobre a expansão da VGMusic em sites, rádios, eventos, etc?
(Nino) Antes de começar a gravar músicas de games (estamos falando de mais de dez anos atrás), quase não se ouvia falar a respeito. Não existiam websites como OCRemix, VGMix, etc. Hoje, tenho certeza que atingimos nosso objetivo de pagar tributo aos games e difundindo a VGMusic. Fomos a primeira banda a criar o Game Metal, a primeira banda a tocar música de games em eventos nacionais. Fico feliz que muitas outras bandas nacionais seguiram nossos passos e também estão fazendo VGMusic. Embora quase nunca nos dêem mérito algum, tenho certeza que já influenciamos muita gente.
(Rubão) Fico muito feliz em saber que as trilhas sonoras de games estão se espalhando. Embora eu encontre poucas que realmente eu tome gosto pelo trabalho, fico admirado com a quantidade de bandas, sites e afins que estão aparecendo. Fico infinitamente grato por estar fazendo parte dessa história no Mega. =D

Confiram a 2ª parte da entrevista

24 de junho de 2009

História da game music - 2ª parte

>> Confira a 1ª parte

A busca pelo som perfeito


Em 1975, a empresa de games Taito criou Gunfight, que depois foi redesenhado pela Midway. Tratava-se de um fliperama onde se podiam ouvir os disparos das armas do jogo.

As fitas cassetes pré-gravadas com música geravam um alto custo, por isso a melhor forma de ter música ou efeitos sonoros em um jogo seria através dos meios digitais, usando um chip de computador que transformaria impulsos elétricos em ondas sonoras analógicas para um alto-falante.

Para inserir música nos jogos, era necessária a transcrição dessas canções em código de computador, o que necessitava o trabalho de um programador, mesmo que ele não tivesse nenhuma experiência musical. Algumas músicas utilizadas nessa época eram originais, outras, de domínio público, como canções tradicionais.

Apesar do avanço tecnológico, o máximo que podia ser ouvido nos jogos eram músicas monofônicas e repetidas, na maioria das vezes usadas em telas de abertura ou entre as fases, como em Pac Man (1981, um dos jogos mais famosos de todos os tempos) e Pole Position (1982).

Pac Man

Na segunda geração de videogames surgiram consoles como o Atari 2600 (lançado em 1977) e Mattel Intellivison (lançado em 1979, com um gerador de som de três canais, ou tons). O chip de som do 2600 foi fabricado pela Atari e era conhecido como Television Interface Adapter, ou TIA chip. O sistema era limitado, por isso suas concorrentes, a Mattel e a Coleco, melhoraram o som e os gráficos em seus consoles, o Intellivison e o Colecovision.

Atari 2600

Mattel Intellivision

Colecovision

Os primeiros jogos de arcade possuíam sons fortes porque, como ficavam em lugares movimentados, precisavam competir com os sons do ambiente. Além disso, precisavam atrair jogadores e mantê-los interessados. Devido às limitações tecnológicas, sempre houve uma briga para reduzir o tamanho dos arquivos de áudio, por isso alguns jogos possuíam música apenas na introdução e efeitos sonoros durante o jogo.

Em 1978, a Taito lançou Space Invaders, um jogo que possuía de fundo uma batida contínua, simulando um coração pulsante. Além disso, sua trilha mudava na medida em que os inimigos se aproximavam, causando medo e suspense.

Space Invaders

Nessa época surgiu aquele que é considerado o primeiro álbum a ter música de videogame, o disco da Yellow Magic Orchestra (YMO), que continha a faixa Computer Game, com efeitos sonoros de Space Invaders.

Álbum da Yellow Magic Orquestra

No próximo post vocês saberão o que aconteceu na década de 80 e como a preocupação com a música aumentou.

>> Confira a 3ª parte


19 de junho de 2009

The OneUps Volume 2


Demorou nove meses, mas finalmente ouvi! Estou falando do CD The OneUps Volume 2 e vou dizer pra vocês: achei muuuito bom! Algumas músicas do álbum já estavam disponíveis no MySpace da banda, mas a versão completa só comprando mesmo. É claro que vocês devem estar pensando o mesmo que eu: sempre tem alguém que disponibiliza para download! E foi isso que aconteceu!

O Volume 2 traz dois CDs e mistura de estilos, como também acontece no Volume 1. Até brinco que na faixa 8 do Volume 1 (Katamari Damacy) podemos ouvir a Vanessa da Mata... hehe.

A faixa 2 do CD 1 (Punch Out!) é mais voltada para o rock, como acontece com a faixa 9 do Volume 1 (Super Mario 64 - Koopa's Theme) que traz guitarras bem distorcidas. Outras faixas que são um pouco diferentes das demais são a 9 do CD 1 (Brinstar, que traz elementos do jazz misturados com rock) e a 12 do CD 1 (Vega – que traz elementos espanhois).

O restante das faixas segue bem no estilo do OneUps mesmo. Para quem quiser ouvir, aqui tem um link para baixar o torrent. Os arquivos são .flac, mas podem ser convertidos facilmente no site media-convert. Para que vocês não tenham todo esse trabalho, resolvi converter e disponibilizar o álbum no RapidShare. Abaixo os links:

Disco 1
Disco 2

Confiram as faixas de cada disco:
Disco 1: 01 Mario Paint - Title Screen
02 Punch-Out!!
03 Sonic the Hedgehog - Green Hill Zone
04 Tetris - Music A (Korobeniki)
05 Secret of Mana - Into the Thick of It Secret of Mana
06 Mega Man 2 - Air Man
07 Nintendo Wii - Mii Channel
08 Mega Man X - Boomer Kuwanger
09 Super Metroid - Brinstar
10 King Arthur's World - Funky Goblin
11 The Lenged of Zelda: A Link to the Past - Time of the Falling Rain
12 Street Fighter II - Vega
13 Castlevania III: Dracula's Curse - Prelude

Disco 2: 01 Metroid - Title BGM
02 Final Fantasy VI - Terra
03 ToeJam & Earl - Alien Break Down
04 Luigi's Mansion - Professor Oyama's Laboratory
05 StarFox - Fortuna
06 Castlevania II: Simon's Quest - The Silence of the Daylight
07 The Legend of Zelda: A Link to the Past - Dungeon Medley
08 Super Mario Bros. 2 - Underground BGM
09 Chrono Trigger - Chrono Trigger
10 Sonic the Hedgehog 2 - Mystic Cave Zone
11 Street Fighter II - Sagat
12 Mega Man 3 - Shadow Man
13 DuckTales - African Mines

Veja outros álbuns para baixar:
- Extended Pixels: More Music From Lobei, da 8 Bit Instrumental
- Big Bang Mini
- The Number of the bit, da 8 Bit Instrumental

17 de junho de 2009

História da game music - 1ª parte

Olá pessoal!
Hoje começo uma série em seis partes sobre a história da game music. Resolvi dividir assim para não cansar a leitura e toda quarta-feira será acrescentada uma parte dessa história.

Gostaria de avisar que o texto foi baseado em pesquisas e em informações confirmadas e não apenas em dados da internet, que muitas vezes são de fontes pouco confiáveis..

HISTÓRIA DA GAME MUSIC

O início

Os primeiros jogos de videogame eram muito pobres em recursos tecnológicos. A maioria era apenas experimentos eletrônicos que testavam a possibilidade de interatividade televisiva. Nenhum deles possuía áudio.

Em 1958, o engenheiro William Higinbotham moldou um tipo de jogo de tênis bruto em um osciloscópio (instrumento destinado à visualização e caracterização de sinais elétricos, principalmente tensões elétricas (ou diferenças de potencial). O monitor é constituído por um ponto que periodicamente "varre" a tela da esquerda para a direita). Chamado de Tennis for Two, é considerado o primeiro "truque" de um sistema de computador.

Tennis for Two

Em 30 de julho de 1961, um grupo de estudantes do Massachusetts Institute of Technology (MIT) testou pela primeira vez Spacewar!, um jogo eletrônico desenvolvido em um enorme computador que custava milhares de dólares. No entanto, tanto o game de 58 quanto o de 61 eram mudos.

Spacewar!

O áudio começa a chamar a atenção

Na década de 70, os jogos eletrônicos começavam a chamar a atenção das pessoas e o som passou a ser utilizado como recurso para gerar mais interesse nos jogadores. O áudio era armazenado em suportes físicos, como fitas cassetes e discos de vinil. Porém, estes suportes eram muito frágeis e caros para serem usados em máquinas de árcade, segundo Lucas Meneguette.

Em 1972 foi lançado o primeiro console doméstico, o Odyssey (Magnavox), nos Estados Unidos. O sistema era totalmente analógico e não possuía som. Alguns meses depois, Nolan Bushnell e Ted Dabney lançaram Pong, instalado num console ligado a um monitor e movido a moedas. Hoje se sabe que o game é uma cópia do jogo de tênis do Magnavox Odissey em uma versão transformada para fliperama. Pong foi um dos primeiros jogos a contar com áudio. O som se reduzia a um mero "blip" que acompanhava cada batida da bola nas raquetes (dois retângulos). Os criadores queriam colocar sons de multidão, aplausos e vaias, mas o sistema era muito limitado. No final das contas eles acabaram utilizando os sons da máquina.

Segundo Karen Collins, autora do livro Game Sound: an introduction to the history, theory, and practice of Video Game Music and Sound Design, o jogo foi, de certa forma, responsável pela popularização da música em jogos.

Magnavox Odyssey

Pong

Na próxima quarta-feira vocês irão conferir a busca pelo som perfeito nos videogames e o surgimento do primeiro álbum com uma música de videogame.

>> Confira a 2ª parte

12 de junho de 2009

AnimeVale terá apresentação da Smash Bros

A banda Smash Bros se apresenta na segunda edição do AnimeVale, no próximo domingo. O evento contará com mais de 25 salas temáticas cheias de atrações, 8 bandas de Jmusic, e muitas outras atrações especiais como Dubladores Wendel Bezerra e Thiago Keplmair, Compositor e produtor musical Mário Lúcio e o Comediante Marcos Aguena, o Japa ex Pânico!!

Serviço:
INFORMAÇÕES: www.animevale.com.br
DATA: 14 de Junho
ENDEREÇO: Faculdade Anhanguera
Rua Santa Catarina, 75- Vila Pinheiros.

10 de junho de 2009

Série Compositores: Yuzo Koshiro


Gente, eu sei, podem me xingar, minha Série Compositores está abandonada né?! Além disso, ainda não falei dele, que é praticamente o rei da game music: Yuzo Koshiro! O compositor de músicas de jogos clássicos, como Ys, ActRaiser e Sonic.

Bem, não vou me estender muito porque já existem muitas biografias dele pela internet. Acredito que a mais completa seja a do Meu Outro Blog.

Maaaas, como não poderia deixar passar em branco, trago um pequeno resumo da história desse deus da VGMusic.

Yuzo Koshiro foi o primeiro a receber reconhecimento internacional, não só pelo seu talento, mas também por ter sido o primeiro compositor a ter seu nome estampado na tela título dos jogos. O cara nasceu em 1967 e é filho de pais artistas, então já viram né, o guri começou a tocar piano com apenas três anos! Suas maiores influências são Bach, Mozart e Beethoven.

Quando adolescente, matava aula para jogar Space Invaders e gravava a música direto dos alto-falantes, para depois tentar reproduzi-las em seu computador. Ele enviava as músicas à revista de PC Microcomputer Basic Magazine, com o pseudônimo de YK-2. Quando terminou o ginásio, começou a trabalhar na revista até surgir uma vaga para compositor na empresa de videogames Nihon Falcom. O garoto de 20 anos então levou uma fita demo com suas primeiras composições caseiras, feitas no seu PC-88. Os caras gostaram e quatro meses depois Yuzo fez seus primeiros trabalhos profissionais na Falcom.

Porém, foi com as músicas de Ys que o garoto pode mostrar a que veio. A trilha do jogo é simplesmente uma das mais vendidas de games até hoje e a que mais se faz versões e arranjos. Ela combina elementos do clássico, do rock e do medieval, e definiu o gênero de música pra RPG. Segundo o próprio compositor, a trilha do game foi a primeira que o deixou completamente satisfeito.

Em 1989, Koshiro tinha sua reputação de compositor estabelecida e conseguiu negociar com a Sega para ter seu nome na tela título dos jogos. Ele queria que a música também fosse considerada parte importante na produção dos jogos.

O primeiro jogo que fez sua fama alcançar níveis mundiais foi The Revenge of Shinobi. Nesse game, o compositor misturou diversos estilos. Em uma parceria com a Enix, lançou a trilha de Misty Blue, para o computador PC-88. No bônus do CD com a trilha sonora, estava um preview das músicas do novo jogo em que estava trabalhando: ActRaiser. As músicas do jogo foram consideradas por muitas revistas como “divinas” e o compositor não escondeu que se espelhou em John Williams.

Em 1991 o compositor estreou um concerto com uma orquestra de verdade tocando a trilha de ActRaiser. Juntamente com Kaoru Wada, Koshiro fez a adaptação e orquestração das músicas.

O compositor ainda fez a trilha do Sonic para o Master System e Game Gear. Ainda em 1991, Koshiro fez a trilha de Streets of Rage, que revolucionou o mundo da música de videogames. Ela trouxe elementos do house, techno e black, o que até então nunca havia sido ouvido em jogos. Graças à ela, o compositor se tornou uma lenda viva no mundo dos games.

Com a chegada dos videogames em CD, Koshiro vai perdendo seu reinado. Sua trilha para Streets of Rage 3, por exemplo, foi odiada por muitas pessoas. De 1994 a 1999 Koshiro se dedicou à direção de jogos e seu brilho foi sendo ofuscado por Nobuo Uematsu, que fez uma bela transição do som de cartucho para a qualidade CD com Final Fantasy 7 e passou a ficar no topo da lista dos grandes músicos de videogame.

Em 2003 Koshiro retorna às raízes com o CD Street Fighter Tribute, redescobrindo seu estilo. Ele ainda participou de CDs que reúnem compositores renomados, fez a trilha de Island of Kaiju (Amazing Island) para o Gamecube, e a continuação do Arcade Wangan Midnight: Maximum Tune, desta vez totalmente dance.

O mundo dos games dá muitas voltas e Koshiro passou por diversas fases. Mas, segundo ele, sua intenção é continuar fazendo música, para a alegria de muitos fãs desse deus da game music!

Yuzo Koshiro fez a trilha sonora dos seguintes jogos:
• Xanadu Scenario II - PC-88 , PC-98
• Romancia - PC-88
• Dragon Slayer IV / Legacy of the Wizard - Famicom / NES
• Ys - PC-88 , PC-98
• Sorcerian - PC-88 , PC-98
• Algarna - Sharp X1
• Bosconian - Sharp X68000
• Ys II - PC-88 , PC-98
• The Scheme - PC-88
• Misty Blue - PC-88
• The Stickman is Back - [Unreleased]
• The Super Shinobi / Revenge of Shinobi - Mega Drive / Genesis
• Thrice (Slice) - Sharp X68000
• Bare Knuckle / Streets of Rage - Mega Drive / Genesis
• ActRaiser - Super Famicom / Super Nintendo
• ActRaiser 2 - Super Famicom / Super Nintendo
• Super Adventure Island - Super Famicom / Super Nintendo
• Super Adventure Island 2 - Super Famicom / Super Nintendo
• Sonic the Hedgehog - Sega Master System , Game Gear
• Bare Knuckle II / Streets of Rage 2 - Mega Drive / Genesis
• Slapfight - Mega Drive
• Miracle Casino Paradise - Super Famicom
• The GG Shinobi - Game Gear
• The GG Shinobi II - Game Gear
• Batman Returns - Game Gear , Sega Master System
• Bare Knuckle III / Streets of Rage 3 - Mega Drive / Genesis
• The Story of Thor / Beyond Oasis - Mega Drive / Genesis
• Eye of the Beholder - Mega CD / Sega CD
• Zork I - Sega Saturn / Playstation
• The Story of Thor 2 / The Legend of Oasis - Sega Saturn
• Vatlva - Sega Saturn
• Culdcept - Sega Saturn
• Shenmue - Sega Dreamcast
• Wangan Midnight - Arcade , PlayStation 2
• Car Battler Joe - Game Boy Advance
• Island of Kaiju - GameCube
• Wangan Midnight: Maximum Tune - Arcade
• Wangan Midnight: Maximum Tune 2 - Arcade
• Namco X Capcom - PlayStation 2
• Dance Dance Revolution Extreme 2 (USA) - PlayStation 2 (Compôs apenas a música "You Gotta Move It" com Julie Rugaard nos vocais)
• Castlevania: Portrait of Ruin - Nintendo DS
• Etrian Odyssey - Nintendo DS
• Lost Regnum - Sony PSP
• Super Smash Bros. Brawl - Nintendo Wii (remixes, juntamente com outros compositores)

Leia também sobre:
- Noriyuki Iwadare
- Richard Jacques
- Yoko Kanno
- Hirokazu Tanaka
- Koji Kondo
- Dave Wise
- Koichi Sugyiama
- Nobuo Uematsu
- Chris Hülsbeck






4 de junho de 2009

Ajudem a fazer perguntas para a Megadriver!!

Pessoal, depois do meu último post, onde quase chorei no cantinho porque não tinha conseguido entrevistar a Megadriver, o baixista da banda, o Rubens, entrou em contato pelo Twitter (eeee) pra avisar que eu poderia contactar com ele para uma entrevista.

Bem, eis que me surgiu na cabeça a ideia de vocês sugerirem perguntas, além das que eu farei. Por isso comentem. Estou aguardando suas perguntas!

2 de junho de 2009

Entrevista com o Nino da Megadriver

O pessoal do Gagá Games conseguiu uma entrevista bem bacana com o Nino da Megadriver. Confesso que também já tentei entrevistar a banda, mas como não obtive retorno do meu contato, acabei desistindo. Por isso indico a vocês essa entrevista, que ficou super interessante. Lá, o guitarrista e líder da banda fala sobre como surgiu a ideia, como foi tocar sozinho, como foi a escolha dos membros da banda, além de suas músicas e consoles preferidos.

Confiram a entrevista na íntegra aqui!