Como o propósito deste blog é, também, de divulgar bandas que fazem versões das trilhas de jogos, publico abaixo mais uma entrevista. Desta vez com o baixista da banda gaúcha Metal Heroes, Henrique Harris.
Bem, mas antes vamos saber um pouco como a própria banda se define: “banda dedicada a tocar músicas consagradas de animes, J-pop, J-rock e games. A idéia principal é fazer versões das músicas de videogame e de animes, colocando pedal duplo na bateria, solos virtuosos na guitarra, criando riffs de heavy metal em cima das melodias originais”
Banda
Henrique Harris
Baixo
Tiago Suminsky
Guitarra
Cristiano "Besoro"
Vocal
Beto Andrade
Bateria
Fale um pouco sobre a história da banda:
A Metal Heroes surgiu quando o baixista Henriquer Harris saiu da banda Alpha, que também tocava músicas de animes e videogames. Henrique conhecia o vocalista Besoro, e em uma conversa resolveram formar a Metal Heroes. Foram convidados ainda o guitarrista Tiago Suminsky, também da banda Alpha, e o baterista Beto Andrade, da banda de heavy metal The Element.
Mas a grande motivação foi em 2006, quando a banda abriu o show de Ricardo Cruz (da banda japonesa Jam Project) e Carol Himura (da banda paulista Wasabi) no Café Harajuku. Antes disso, a Metal Heroes fez um show em que não apareceram mais de 20 pessoas. No show de RC & CH, tocamos para um público de mais de duas mil pessoas, e a banda ficou bastante conhecida entre o pessoal que curte os eventos de cultura japonesa e videogame. Lançamos algumas demos, disponibilizamos faixas para download para ver a reação do pessoal e algumas foram para o YouTube. A partir daí, tocamos em eventos como o AnimeZ, para um bom público, que é sempre fiel às nossas apresentações.
Algum dos integrantes já tocava em outras bandas de rock?
Sim. Henrique, Berto e Tiago sempre tocaram juntos em outras bandas que geralmente faziam covers nacionais e internacionais, para tocar em festas. O trio já chegou a formar mais de dez bandas, sempre trocando apenas o vocalista. Tocaram em praticamente todas as casas noturnas da Capital e da Serra, incluindo o bar Opinião. Hoje eles possuem uma banda que toca covers de Dream Theater e Liquid Tension, além de músicas próprias. Cristiano Besoro participa do coral da PUCRS como tenor.
O que acha das músicas de videogame e porque escolheu essas para tocar?
As músicas de videogame são feitas no computador (pelo menos as da década de 80 e 90). Algumas são consideradas humanamente impossíveis de serem tocadas, e aí está o grande desafio: ouvir aquela melodia de um instrumento que não existe, interpretá-la, contextualizá-la, abstrair as partes mais importantes e decidir qual instrumento irá interpretar essa ou aquela parte.
As músicas de videogame possuem arranjos e melodias complexas, que se tornam um desafio quando se deseja transformá-las em heavy metal. É assim que nos motivamos, utilizando toda nossa criatividade e sentimentos para fazer as versões. Somos exigidos para não decepcionar os fãs das músicas de videogame, nem os fãs de heavy metal.
O que as outras pessoas falam da iniciativa?
Muita gente gosta, assim como muita gente detesta. Fomos uma das primeiras bandas do RS a se formar. Logo depois vieram várias, com músicos dos mais variados padrões. No último show, tocamos pedaços de músicas de heavy metal, de bandas como Iron Maiden, Dream Theater, Metallica, e a resposta do público foi excelente, tão boa que pretendemos adotar essa fórmula para o próximo show.
Que shows já fizeram?
Com a Metal Heroes, foram na Extasy, do Animextreme, no Café Harajuku, nos 2 últimos AnimeZ. Participamos também do Animesul, Animaweekend, e Arena Gamer (São Paulo), mas como banda Alpha.
Qual foi o momento mais marcante da banda?
Acho que cada show é um show, cada momento é relembrado por todos, mas acabar o Café Harajuku com toda a organização em cima do palco, e o Besoro cantando com o Ricardo Cruz e a Carol Himura foi um dos momentos mais legais da banda.
Foto de divulgação da banda
Site da banda: www.freewebs.com/bandanimetal/histrico.htm
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